quarta-feira, 8 de maio de 2013

Por que isso não toca na balada?

"Selo de Qualidade Bob Ezrin" - Por Mariana Salimena.
Ian Gillan não grita mais como uma ninfomaníaca em orgasmos múltiplos. O Steve Morse não tem timbres tão legais quanto o rei da autoestima Richie Blackmore. Don Airey é fodão nos teclados, mas não é o finado gênio John Lord. Todos estes fatos serviriam como premissas para que os fãs mais rabugentos não curtissem o novo disco do Deep Purple. Ufa, graças a Deus, não ando rabugento nestes últimos dias. O disco é ótimo! E boa parte da crítica especializada compartilha desta minha opinião.

"Now what?!" é o primeiro trabalho de inéditas da banda inglesa em 8 anos. O Purple voltou com muita qualidade e ganhou a ajudinha de um produtor que tem um currículo de respeito. Bob Ezrin produziu simplesmente o maior clássico do Pink Floyd, "The Wall".

Quando ouvi algumas músicas tive uma primeira impressão não muito boa. Os teclados estavam soando com um timbre meio oitentista. Logo fiquei desesperado, pensei: "Putz, o Deep Purple soava como o Europe de 'The Final Countdown', será que eles estão usando blusas com ombreiras e permanentes no cabelo?".  Depois que escutei novamente o disco, a impressão foi totalmente diferente, o teclado é sensacional. Acho que na primeira audição eu estava sofrendo com alguns recalques, tenho traumas dos teclados oitentistas.

O Deep Purple está de parabéns. Steve Morse toca de maneira serena, sem ser um virtuoso eufórico, seus riffs soam cheios e graves. Seu timbre não é vintage, mas é de bom gosto. Sua pegada em "Hell To Pay", ao melhor estilo hard rock, é sensacional. Finalmente ele está conseguindo combinar seu estilo ao Deep Purple. Já Roger Glover é o mesmo de sempre, discreto. Acho que o baixo poderia ter um volume mais alto, no entanto isso não que dizer que o velho não tenha feito um bom trabalho. Glover segura as pontas para os seus parceiros de banda brilharem, é um grande músico.  Como já foi dito, Don Airey (o mesmo do sombrio teclado de Mr. Crowley de Ozzy) não soou Europe. Seus solos são maravilhosos e dialogam perfeitamente com a guitarra de Steve Morse. O solo de "Weidstan" é ótimo e tem um timbre maluco!

O lendário Ian Paice continua com um swing incrível na bateria, parece o mesmo dos anos setenta, nem os mais rabugentos conseguirão reclamar deste cara. O tempo não passa para ele. Sua canhota continua pesada, isso fica evidente em "Body Line". Já Ian Gillan parece estar respeitando sua idade e cantando muito bem como um senhor que tem consciência dos seus limites. Depois de 67 anos de berros, ele mostra que esta aprendendo a poupar sua voz para mais alguns anos de palco. Ele é um dos maiores vocalistas da história, não podia acabar com um calo nas cordas vocais e ser um Zezé di Camargo do rock and roll.

Apesar de respeitar sua idade no quesito vocal, Ian Gillan continua interpretando um garotão libidinoso nos temas do Deep Purple. Em "Body Line", o eu lírico é uma rapagão que fica paquerando uma gostosa que dança loucamente em uma balada. Quase um "Ai se eu te pego", versão rock and roll. Brincadeirinha, a música é boa.

Esta é a música que mais me chamou a atenção no disco. Tem riffs legais, duelo de guitarra e teclado, batera moendo e swing de música para realmente dançar na balada. Tive até o sentimento utópico de quem sabe ouvir o Deep Purple em uma balada aqui na minha cidade.

Imaginei até a cena. Eu chegando em uma balada (dessas que tem essas meninas com vestidos iguais aos das primas dançando arrocha e Mr. Catra) e o som do Deep Purple sendo tocado pelo DJ Zulu. Passou pela minha mente a imagem dos garotões fortões com suas camisetas de golas "V" tirando as meninas de vestidos de bandagem para dançar "Body Line" - muito ice e energético na parada. E pensei: "Por que isso não toca na balada?".

Capa do disco Now What?!
A resposta veio rápido, quando lembrei do grande especialista em rock and roll Adriano Falabella e seu bordão incrível: "Rock and Roll é para quem merece". Simples, rock and roll não toca na balada porque rock and roll é para quem merece.  Ah, se você merecer, o novo disco do Deep Purple estará em nossas melhores lojas a partir desta sexta-feira. Vida longa ao Purple!

Obs: Ainda não temos a música disponível para postar aqui no blog. Assim que tiver, vou postá-la



  

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Uma aranha em nome do Pai, uma cerveja em nome do Filho e uma vodca em nome do Espírito Santo

Ilustração de Mariana Salimena
Uma picada de aranha foi o começo do fim para Jeff Honneman. Há dois anos, enquanto relaxava em uma banheira de hidromassagem bebendo umas cervejas, Jeff percebeu que seu braço direito havia sido picado por uma aranha. Uma hora depois  começou a se sentir mal e, segundo o próprio, viu que a carne de seu braço estava apodrecendo. Partiu para o hospital, e recebeu o seguinte diagnóstico: a mordida da aranha contribuiu para que o guitarrista do Slayer desenvolvesse uma infecção bacteriana que ataca as camadas mais profundas da pele, causando necrose de tecidos. Jeff teve fascite necrosante, um nome de doença tão trash quanto as músicas do Slayer.

A doença era séria, Jeff corria risco de vida e até teve que ser induzido ao estado de coma. Além disso, passou por cirurgias no braço direito onde removeu tecidos mortos e recebeu enxertos. Jeff estava por tempo indeterminado fora da banda que fundou. Aos poucos foi melhorando através de tratamentos com fortes antibióticos. Em seguida passou a fazer fisioterapia para recuperar sua forma física e ganhar força no braço e poder voltar a tocar guitarra.

Ao longo do tempo que ficou afastado do Slayer, seu companheiros de banda chegaram a divulgar que Jeff estava se recuperando bem. E os fãs tiveram uma grata surpresa em abril do mesmo ano, quando o cara chegou a subir ao palco novamente com sua velha banda para tocar dois de seus clássicos em um show na  Califórnia. Na ocasião chegou até a declarar: "Sou o homem mais feliz do mundo".

No entanto, a volta definitiva para o Slayer não acorreu. Enquanto, se recuperava da infecção, Jeff criou uma intimidade ainda maior com uma velha paixão: a bebida alcóolica. A prova disso está em uma de suas guitarras, que conta com a logomarca da Heineken.

E isso é algo natural, um homem diante de uma situação difícil, de um momento em que pode perder seu braço e deixar de fazer o que mais gosta, pode cair facilmente na tentação das drogas. Uma espécie de autodestruição que antecipa a destruição causada pela própria doença. Uma destruição ameniza outra, talvez. Jeff foi perdendo o contato com seus amigos de banda, que desconversavam sobre uma possível volta do guitarrista.

Não tenho muito conhecimento de medicina, mas acredito que Jeff deve ter agredido muito seu fígado, sendo que tomava fortes antibióticos e ao mesmo tempo devia tomar umas e outras em bares da tentadora Califórnia. Algumas más línguas diziam que nos últimos tempos o cara estava tomando Heineken e vodca no café da manhã, almoço e jantar E o resultado não poderia ser outro, Jeff Honneman morreu na última quinta-feira por insuficiência hepática.

A morte de Jeff Honneman foi um prato cheio para os carniceiros fundamentalistas de algumas igrejas americanas, que declararam que o guitarrista foi mais um dos músicos mortos por Deus. Chegaram a até postar no twitter: "Qual dos seus ídolos Deus matará na próxima?". Sim, a birra destes carniceiros tem um motivo, o Slayer sempre compôs letras apocalípticas e estampou em suas capas de discos figuras representando o mito do demônio, além de sempre se posicionar de maneira dura em relação ao cristianismo. E agora Deus estaria fazendo justiça, matando Jeff e o mandando para o inferno.

Este fato me fez lembrar dos cultos do polêmico Pastor Marco Feliciano aqui no Brasil, que afirmou que Lennon e os Mamonas foram mortos por Deus por afrontarem princípios religiosos. Cheguei até a imaginar um destes pastores americanos apontando para o cadáver de Jeff Honneman e declarando em alto e bom som: "A aranha foi em nome do pai, a cerveja em nome do filho e a vodca em nome do Espírito Santo".


A morte de Jeff Honneman me fez lembrar de um mito da cultura grega: a Aracne, uma simples mortal que tinha um talento incrível para tecer e bordar. Seu talento era tanto que ela chegou a desafiar a deusa Atena para uma competição de tecelagem. E como castigo por afrontar uma deusa, foi transformada em uma aranha. Sim, a aranha simboliza um castigo por desafiar o divino.

Jeff Honneman desafiou o divino e sua decadência (castigo) começou justamente com uma picada de aranha? Interessante. Estariam os pastores americanos corretos?

Não, isso é só ficção da minha mente que adora coincidências e mitologia grega. Prefiro acreditar que o homem morre e mata em decorrência de seu próprio estado miserável de ser humano, uma criatura frágil. Por que envolvemos Deus e o Diabo em tudo? Por que devemos encarar a morte como um castigo? Esta é minha fé.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Rock para curtir na Fernão Dias

Rock na Fernão Dias - Por Mariana Salimena.

Uma  surpresa nem sempre agrada. Ainda mais quando estamos falando dos rabugentos fãs do rock pesado. O Megadeth apresentou uma surpresa com seu single "Super Collider". E muitos chatinhos torceram o nariz para a banda, argumento de que a música não tem muito a ver com o velho Megadeth, que sempre explorou  letras apocalípticas no trash, ou no speed metal (o rock pesado e rápido mesmo, chega de rótulos idiotas). E a reclamação dos fãs vem do fato da nova música ter uma atitude diferente, que só apareceu em alguns momentos específicos na carreira da banda.

O que é diferente naturalmente gera estranhamento, mas acredito que aos poucos a rabugentice vai se transformando em admiração. Mas para isso acontecer, estes fãs insatisfeitos devem escutá-la deixando de compará-la com o que o Megadeth já fez. "Super Collider" deve ser curtida como se fosse o lançamento de uma banda desconhecida, evitando comparações e pressões.

É uma pena deixamos de apreciar uma música pelo fato desta não parecer muito com o Megadeth das antigas. Isso porque a música é rocão de primeira! Forte com um refrão marcante, talvez pop. Guitarras com bons timbres, batera moendo, baixão pesado e uma voz rouca de um Mustaine empolgado. Aliás a voz do cara está ótima, é interessante reparar sua rouquidão se misturando com o overdrive das guitarras em "Super Collider". E falando de guitarras, elas estão mais contidas nesta música, mas isso não quer dizer que estejam ruins, pelo contrário, estão simples, com arranjos básicos e economizando na fritação (solos rápidos e distorcidos em que não escutamos nenhuma nota). Isso é positivo, queremos escutar as cordas da guitarra e diferenciar as notas uma das outras! Nota dez então para as guitarras de Dave Mustaine e Chris Boderick. Na batera, Shawn Drover trabalhou muito bem seus bumbos, principalmente nas estrofes. O baixo de Davide Ellefson não faz nada de brilhante, faz o apenas o que deveria ser feito, ou seja, contribui para dar peso a música.

Na letra, não encontramos nada de mais, fica nesta ideia: "Você está meio cabisbaixo, vamos pegar a estrada e levantar este astral, vamos explodir". E isso pode ser interpretado dependendo do gosto do freguês. O certo é que a música não traz nenhuma questão filosófica profunda para se refletir. "Super Collider" é um rocão para se curtir naquela viagem entre Sul de Minas e São Paulo, no momento que você pega a Fernão Dias e pode acelerar mais um pouco seu carro e abrir os vidros para sentir o vento batendo em seus cabelos sujos. É uma música fácil de ser digerida, poderia estar em uma trilha sonora de um filme da sessão da tarde, ou até mesmo tocar em rádios populares. Qualquer um pode gostar de "Super Collider", você, seu pai, sua mãe e seu poodle. Só quem não gosta são os rabugentos que vão cortar os pulsos porque o Megadeth não falou de Lúcifer desta vez, ou não foi tão "trash" quanto o Metallica. Mas para estes restam a esperança, afinal de contas daqui  a 33 dias, o Megadeth lança o novo disco, quem sabe lá estes chatos terão uma palavrinha do capeta.

Confiram "Super Collider".

           

sexta-feira, 26 de abril de 2013

John Lennon Cabra Macho

John Lennon  Cabra Macho - Por Mariana Salimena
John Lennon foi um artista de muitas facetas. Vimos o John fanfarrão do começo dos Beatles, que fazia caras e bocas no palco e encantava as garotas em "Twist and Shout". Ouvimos o John lunático em "Lucy In The Sky With Diamonds"- influenciado por algumas doses de LSD. Tivemos a honra de conhecê-lo como um blueseiro suicida em "Yer Blues". Fomos apresentados também ao John inocente-engajado de "Imagine", que queria um mundo melhor. Uma espécie de Bono Vox dos anos 70, mas que protestava em uma bela e confortável cama ao lado da sua companheira, não tão bela assim, Yoko Ono.

Dentre os inúmeros Johns que conhecemos, o mais interessante é o John Cabra Macho de "Jealous Guy", canção justamente do álbum "Imagine" de 1971.  Este John deixa de lado o seu engajamento político e sua luta por um mundo bacaninha, para mostrar como age um artista macho de verdade.  Estamos diante de um  homem tomado pelo sentimento de culpa, assumindo suas fraquezas diante da mulher amada. Isso desperta em mim um sentimento de saudosismo. Pouco vejo nas músicas de hoje em dia um eu lírico masculino assumindo uma fraqueza ou admitindo um sentimento de culpa - talvez eu esteja escutando poucas músicas da atualidade, mas tenho a impressão de que cada vez mais os artistas homens tem dificuldade de assumir suas misérias. Mas é de se entender: assumir um fracasso diante de uma mulher é quase dar um tiro no próprio pé. Só mulheres muito especias aceitam o fracasso e a sensibilidade masculina. Yoko era especial? Sim.

O John de "Jealous Guy" é cabra macho, pois tem a coragem assumir publicamente através de uma canção que é fraco, ciumento, inseguro e, que por isso, nem sempre conseguiu tratar sua amada com a consideração que ela merecia. A música é comovente, um sincero pedido de desculpas. Ouvimos um  artista carregando a cruz de ser humano, não mentindo sobre si mesmo, algo raro hoje em dia.  Só os maiores  conseguem.  São raros os que estão preparados para enfrentar o espelho, ou seja, ficar de frente a frente com a criação miserável - imagem e semelhança de Deus. É muito mais conveniente cantar que somos sexies e rebolar como Mick Jagger, porque isso nos garante mais autoestima e mulheres.

Agradecimento especial para Mariana Salimena, responsável pela ilustração do John Lennon Cabra Macho.

Confiram o clipe de Jealous Guy.

 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Deus pode estar morto, mas o heavy metal é imortal



 "Deus está morto?", a questão levantada por Nieztsche no século XIX é a inspiração do novo single do Black Sabbath, lançado na semana passada. A banda inglesa acertou na mosca ao escolher o polêmico tema filosófico que muito tem a ver com o universo do heavy metal. Aliás, a escolha foi genial, perfeita. Nieztsche e Heavy metal são atemporais, nunca saem de moda. Assim como as ideias do pensador alemão causam calafrios e inquietam nossas almas, o heavy metal ainda incomoda muita gente.

A filosofia de Nieztsche foi se moldando a partir de suas críticas a ideiais religiosas e questões das ciências sociais como, por exemplo, o socialismo e o igualitarismo. Já o Heavy Metal nasceu com o próprio Black Sabath na ressaca da chatinha ideologia hippie. E o que sobrou hoje em dia do socialismo, do igualitarismo e do "paz e amor hippie"? Praticamente nada, não fazem mais sentido: o socialismo fracassou há muito tempo, mas ainda tem gente que não se desapega em nossos diretórios acadêmicos; o igualitarismo é uma balela que virou marketing social, é uma piada ouvir que todos somos iguais; e o que sobrou do universo hippie foram algumas musiquinhas legais, belas roupas floridas nas boutiques e alguns barbudos vendendo missangas e gnomos de durepox em nossas praças.

 O pensamento de Nieztsche e as pancadas do Black Sabbath venceram a força do tempo e fazem sentido até hoje, pois encararam com coragem a possibilidade de Deus não ser tão bonzinho e que é impossível nos considerarmos todos iguais e amarmos uns aos outros. Para você que nasceu lindo, forte, tem uma ótima família e uma rica vida afetiva é fácil dizer que Deus está vivo e é bom, além de todas as pessoas serem legais e capazes de fazer milagres. Mas para você que nasceu feio, gordo, ou magro espinhudo, não tem um bom emprego e nenhum sucesso afetivo, cogitar que Deus não é tão legal assim, ou até que está morto, é algo natural.

A prova disso está na mídia, onde vemos estudos que afirmam que os amantes do heavy metal tem a tendência a sofrer “níveis mais significativos de ansiedade e depressão”. E o heavy metal do Black Sabbath ganhou força nos anos 70 sendo a voz justamente deste público angustiado por não se sentirem priveligiados por Deus ou não tê-lo vivo ao seu lado. Por isso a afinidade com a figura mitológica do demônio é tão grande para os fãs.

Esta angústia provocada pelo Deus morto, ou pelo Deus que supostamente é só bom para poucos, é explorada pelo Black Sabbath nesta sua volta. Não havia maneira melhor de voltar do que relembrando estas questões. Afinal banda surgiu assim, falando sobre a dureza da vida ou do descaso de Deus. E isso é expressado magistralmente em "God Is Dead?".

No início da música a voz de um Ozzy "carcumido" pelo tempo e a levada lenta e muito pesada são as armas usadas pelo Black Sabbath para simbolizar a angústia da dúvida se Deus está morto ou não. Exatamente aos seis minutos e 20 segundos, Tony Iomi começa a usar a velocidade para sugerir um aumento de angústia e a revolta provocada por ela, a música fica mais violenta.

Em termos de timbres, estamos diante de um Sabbath que não tenta inovar, repetindo o bom gosto dos seus primeiros anos. Que som lindo do baixo do Geezer! Simplesmente um dos melhores baixistas da história do rock and roll, é ele quem traz o peso em "God Is Dead?" com seus arranjos influenciados por jazz e blues. Na batera, Brad Wilk deu conta do recado, substituiu Bill Ward com uma pegada matadora, bem estilo Black Sabbath, descendo o braço em viradas precisas. Imagino o orgulho que ele deve estar sentindo. Imagine o orgulho de ser convidado para gravar com o Sabbath? Juntamente com Geezer, Wilk preparou a cozinha do Sabbath para o show dos riffs de Iommi. E o grande Tony está com tudo, parece que conseguiu transferir para música a mesma força que teve para enfrentar o câncer, seus riffs estão animais e fazem qualquer Eddie Van Hallen por aí  morrer de inveja.

 Enfim, se Deus está morto ou não, não sei responder. Só sei que se ele estiver morto, ele está perdendo a grandiosa volta do Black Sabbath, imortalizando o heavy metal através de um tema de Nieztsche. Grande tema, grandes riffs e grande música.